Nota triste do dia: Faleceu uma senhora mãe de um amigo meu da infância. Faz tempo que eu não vejo seus 2 filhos, muito tempo mesmo. Na verdade nunca mais havia encontrado nem mesmo a mãe deles, mas após 15 anos ela apareceu aqui em casa, mês passado, pois estava começando a trabalhar aqui no prédio.

De início ela apenas perguntou se eu lembrava dela e na verdade eu realmente lembrava. Ela conversou sobre coisas que eu fazia quando era criança que nem eu mesmo sabia. Me abraçou e ficou realmente feliz em me ver depois de tanto tempo. Mesmo sem ser ninguém próxima, foi uma das poucas vezes que eu gostei de encontrar um "estranho".

Hoje ela passou mal pela manhã antes de chegar aqui e minha mãe foi visitá-la no hospital, aparentemente era uma crise de pressão, mas nada sério. Agora de tarde a irmã delaligou avisando que ela havia piorado e que já tinha mandado reunir os filhos, mesmo que não fizesse sentido algum. Na verdade ela já havia falecido. Enquanto minha mãe estava a caminho do hospital eu atendi uma ligação de um familiar dela comunicando o falecimento.

Eu realmente ão costumo me comover muito com essas coisas, sobretudo com alguém que eu não tenho qualquer contato, mas a sinceridade da alegria dela ao me encontrar me fizeram bem e agora, por mais que eu estranhe, me sinto triste.

E que comecem os jogos!

Calma, não vem aí nenhum comentário sobre o recém-finado Pan-americano. Apesar de não deixar de ser injusto eu não colocar nenhum registro desse evento que eu fiz parte desde a abertura até o testemunho de cenas incríveis como o porradeiro do Aurélio Miguel ou a vitória da seleção de Vôlei sentado, eu terei que deixar isso tudo em branco. Esse post é pra falar de uma fase atribulada que começa agora.

Com o reinicio das aulas (para mim com duas semanas de atraso) veio uma série de coisas que eu ainda não tinha pensado. Meu TCC se inicia agora e eu e meu grupo começaremos agora a trabalhar nele. Ainda não decidimos o tema, mas tenho pelo menos duas idéias já em mente e marquei para semana que vem uma reunião onde espero poder fazer um brainstorm e já sair de lá com um tema definido. Uma coisa é certa: se esse planeta tem salvação, quem vai ajudar a fazê-lo sou eu.

Tenho uma idéia bem legal (pelo menos eu acho) que pretendo pôr em prática nos próximos dias e para isso terei que começar a incomodar uma galera aí. Assim que tudo estiver mais certo, vocês serão avisados.


Os próximos dias trarão grandes novidades, esperem!
Saí do coma, só estou sem imaginação pra postar mesmo. E não comentarei HP aqui em canais abertos porque nem todo mundo atura e quem atura não quer spoiler. =P
Morri. Não me procurem, não mandem emails, não me liguem, não mandem mensagens, scraps, sinais de fumaça., pombos-correio e afins. Não falo com ninguém, não entro na net e não faço nada até ler o livro 7. Entro algumas horas por dia durante a madrugada e algumas de manhã para moderar as comunidades, mas com a minha mãe do lado lendo os posts antes pra garantir que eu não lerei spoilers. Se você sabe de alguma coisa não me conte porque eu não vou ler.

Tchau, vou entrar em coma e talvez volte na segunda que vem.

Três autores

Imagine você na frente do entrevistador pro emprego dos seus sonhos. É a mudança de vida que você sempre sonhou, seu currículo é impecável e no meio de tantas respostas sobre os assuntos de trabalho que você mais domina ele pergunta:

"Quais são seus três autores preferidos?"

Fiquei assim, estupefato ao saber que a resposta não apareceu tão rápido. E nem devagar. Considerei pra caramba muita coisa que eu li e descobri que é difícil dizer com precisão sobretudo na situação proposta. Mas depois de ponderar cheguei nesse veredito.

Tolkien, Rowling e Charlez Schulz.

Tolkien, criou um mundo tão completo, uma saga tão perfeita que não sei o que seria da literatura fantástica sem ele. Seus personagens são tão reais e a Terra-Média tão palpável que eu sonho sempre que fui até lá. Nunca ninguém vai fazer nada minimamente parecido.

Rowling me devolveu a ludicidade. O mundo tava racional demais, chato demais, matemático demais. Quando parecia que nunca mais ia surgir um conto literário decente, vem essazinha e cria um mundo fantástico com humanismo capaz de emocionar até uma pedra. Ela fez o mundo sonhar de novo. E sonhar com corujas.

Schulz é um gênio do fracasso. Criou uma turma de crianças que vivem às voltas com os dramas mais profundos que a filosofia pode estudar. Isso em 3 ou 4 quadrinhos por dia durante cinquenta anos. Peanuts é inigualável quando se trata de tirinhas e seus personagens são alguns dos mais densos que eu conheci. E olha que eu leio de tudo.

Taí, esses 3 mudaram a minha vida.


Não é uma lista qualquer. Eu tirei essa idéia de um episódio antigo de "O Aprendiz". Vale dizer que o homem comentou que todos os candidatos só pareciam ler livros referentes ao trabalho e que por isso tinham uma cultura muito restrita. Vale a dica de um grande empresário. O entrevistador era o presidente da Pfizer do Brasil se não me engano.

E os seus 3 autores, quais são?